Um grupo de muriquis foi avistado na cachoeira da Fita Branca!

 

O muriqui-do-sul ou mono-carvoeiro, de nome científico Brachyteles arachnoides, é o maior primata das américas, só existe na Mata Atlântica e está em perigo de extinção. Hoje, com distribuição restrita a poucas áreas pouco perturbadas, o muriqui-do-sul foi considerado por listas nacionais e internacionais como espécie ameaçada de extinção. No Parque do Zizo (PZ) esses animais estão protegidos contra a perda de seu hábitat desde 1998 com a transformação desta área em uma unidade de conservação particular.
Supostamente, o mesmo grupo avistado pela primeira vez em 2001 continua sendo visto atualmente por pesquisadores, turistas e funcionários, na área do parque e em seu entorno. Normalmente, é observado um ou dois indivíduos se alimentando ou descansando, mas há registros de até 10 a 12 indivíduos, geralmente em deslocamento. Quem tem o prazer de se deparar com esses macacos dóceis, de pêlo claro e com cauda prênsil - que funciona como um quinto membro - pode observá-los em suas rotas de deslocamento ao longo das margens dos rios e trilhas do parque. Preferencialmente frugívoro, exerce a importante função de dispersor de sementes por alimentar-se de folhas e frutos de uma variedade de espécies vegetais, por exemplo: guapeva (Pouteria ramiflora), canela-nhutinga (Cryptocarya moschata), palmito-juçara (Euterpe edulis) e embaúba (Cecropia glaziovii); esta última, como pode ser observada no vídeo.
Na região do PZ é possível encontrá-los nas trilhas ao longo do rio Pedro Vaz e Tapera, cachoeira e trilha da Fita-Branca, e já foram vistos uma vez na trilha dos Cedros (800m da sede) e na barra do rio Ouro-Fino. Como costumam acordar cedo para se alimentar, seguido de um descanso no meio da manhã, para aumentar as chances de encontrá-los deve-se seguir o velho ditado: “Deus ajuda a quem cedo madruga”. Deve-se olhar o tempo todo para as árvores à procura de agitação nas copas (algo parecido com um vento bem forte) e prestar bastante atenção, pois é bastante provável encontrá-los dormindo, o que dificulta a visualização. É aconselhável procurar por guias especializados e/ou experientes que ajudarão na busca.

Texto escrito por:
Biol. - MSc Camila Pianca
Ecologia, Conservação e Educação
Video feito por :
Dr.Christoph Knogge
USP - Instituto de Biosciências - Depto. de Ecologia